Palavra 

Polícia Militar de Minas Gerais

Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo

Histórico


                    Acompanhando a evolução histórica e tecnológica da sociedade mundial a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, no ano de 1987, adicionou às suas modalidades de policiamento o emprego de aeronaves como suporte às tropas terrestres. O Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo, Unidade Operacional a quem cabe o gerenciamento das aeronaves da PMMG, realiza suas atividades há 22 anos contando para isso com um corpo de profissionais com habilidades e capacitações específicas na área da aviação além de treinamento policial militar específico.

                    Contudo, a página da história da aviação escrita pela PMMG remonta à década de 20, quando a então Força Pública de Minas Gerais adquiriu um avião AVRO 504 para implementar seus recursos materiais utilizados em sua missão institucional. Tal fase da aviação policial mineira teve como palco o “campo de aviação” do Prado Mineiro, hoje pátio de formatura dos Cadetes da Polícia Militar.

                    Porém, a história recente da aviação policial mineira iniciou-se em 1987 quando, através da Resolução 1665 de 27 de janeiro de 1987, a PMMG criou o Comando de Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) com a finalidade de operacionalizar aeronaves em atividades de preservação da ordem pública.

                     O momento histórico brasileiro no campo da ordem pública, caracterizava-se à época, pelo fortalecimento das lutas sindicais no país. Os sindicatos, cada vez mais sólidos e representativos, organizavam movimentos grevistas, sobretudo metalúrgicos, o que demandava a atuação inexorável das forças públicas com o intuito de defender o bem comum e representar o Estado como ente responsável pela ordem pública.

                    À época, repercutia no cenário da segurança pública a criação, de forma experimental, do Grupamento de Radiopatrulha Aérea João Negrão, em São Paulo, que teve, segundo dados daquela corporação, o condão de reduzir a índices próximos de zero as ocorrências de distúrbios civis (notadamente as de vandalismo e saques a estabelecimentos), além de consideráveis reduções a assaltos a bancos e delitos contra o patrimônio (como roubo a cobradores de ônibus).

                    Legitimado por  esta  e  por  outras  experiências  de  utilização  de  helicópteros em  forças  públicas  no Brasil e no mundo, o governo mineiro, em 1987, adquiriu um helicóptero Bell Jet Ranger III, que veio a tornar-se a primeira aeronave a equipar a Esquadrilha Pégasus – Codinome utilizado nas aeronaves da Polícia Militar de Minas Gerais.

                    Diante da gestão de qualidade implementada ao emprego do Pégasus 01, que ratificou e legitimou a aviação na PMMG, não demorou para que outras aeronaves viessem a compor a esquadrilha mineira. A alternativa de expansão da frota de helicópteros surgiu em  1992, quando, em maio, a PMMG recebeu da Força Aérea Brasileira dois helicópteros Bell 47 em caráter de doação definitiva.  

                    A frota de helicópteros da PMMG continuou a crescer. Em 22 de fevereiro de 1994, incorporou-se à frota  a quarta aeronave, um Esquilo AS350B2, prefixo PP-EPM (Pégasus 04), tendo sofrido um acidente em 1996, sem vítimas, mas com perda total da aeronave. Esta foi substituída por outro Esquilo, prefixo PP-EJJ (Pégasus 07). Em 1996, o Governo do Estado de Minas adquiriu mais quatro aeronaves esquilo prefixos PP-EJK, PP-EJL, PP-EJM e PP EJN (Pégasus 08, 09 10 e 11 respectivamente).

                    Em 1995,  mediante  convênio  firmado entre a PMMG e a Prefeitura Municipal de Uberaba, o CORPAer passou a operar naquela cidade um helicóptero modelo Robinson 22, prefixo PP-MAF (Pégasus 06). Após haver expirado a vigência deste convênio, não houve renovação do mesmo, deixando a PMMG de operar tal aeronave no triângulo mineiro.

                    Um capítulo à parte da história da aviação na PMMG pode ser contado tomando por testemunhas outras organizações com as quais foram firmados contratos e convênios ao longo dos 20 anos de existência do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo e que permitiram a atuação da Esquadrilha Pégasus e da tripulação a ela afeta em vários Estados da federação.

                    Um convênio firmado com o IBAMA, de 2002 a 2005, propiciou a presença de tripulações da PMMG na operação desenvolvida pelo órgão no arco do desmatamento da Amazônia legal, combate a incêndios florestais no Estado de Roraima e nos parques nacionais daquele órgão, dentre eles o Parque do Descobrimento, Pau Brasil e Monte Pascoal, no sul da Bahia. Nas oportunidades, o Núcleo de Operações Aéreas (NOA) utilizou-se da experiência dos tripulantes mineiros para operar aeronaves terceirizadas que eram empregadas em sua atividade fim.

                    Sempre de portas abertas à difusão de conhecimentos e doutrinas de emprego de aeronaves, o Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo buscou contribuir com o crescimento da aviação para-pública no país. Mostra disto foi o convênio firmado com a Polícia Militar de Pernambuco, através do qual a PMMG auxiliou no processo de implementação do Grupamento Aéreo daquele Estado como um todo, incumbindo-se, parcialmente da formação teórica e operacional de tripulantes, e compondo as guarnições aéreas pernambucanas com um piloto e um tripulante operacional por mais de um ano, até que o grupamento pudesse operar de forma segura com seu próprio capital humano. Apoio igualmente importante foi proporcionado no solo, na área técnica de manutenção de aeronaves, quando mecânicos da PMMG acompanharam o estágio dos mecânicos pernambucanos por igual período.

                    Contudo, o convênio que mais se destacou ao longo dos anos foi o firmado em 1998 entre a PMMG e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). Tal convênio prevê como cláusula a operação de um  helicóptero Esquilo, prefixo PP-IEF (Guará 01) e a partir de 2006 lhe foi acrescentado outro helicóptero de mesmo modelo de prefixo PP-IEG (Guará 02). Os Guarás – como são chamados os helicópteros da SEMAD -  atuam na proteção e preservação do meio ambiente, conjuntamente com os integrantes das regionais do IEF e da SEMAD e de outros órgãos ambientais, como o  Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Fundação Estadual do Meio Ambiente FEAM), dentre outros.

                    Hoje, a PMMG possui a segunda maior frota policial dentre os operadores estaduais, sendo superada apenas por São Paulo. Contudo, existe um projeto de desconcentração de bases aéreas em quatro regiões do interior de Minas Gerais. A primeira, com sede em Uberlândia, e a segunda, com base em Montes Claros, já foram efetivadas. Pretende-se estruturar outras duas bases em sedes estratégicas no Estado, sendo uma no município de Juiz de Fora e outra em Varginha.


 
 
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