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PMMG e sindicatos de transporte público se reúnem para discutir reforço de segurança

16/02/2017

Com objetivo de alinhar e reafirmar as ações de segurança para coibir os incêndios à ônibus, ocorreu nessa quinta-feira (16) uma reunião entre a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e os sindicatos das empresas de transporte coletivo da capital e da região metropolitana. Os representantes relataram suas dificuldades e prejuízos, mas também agradeceram à PM pelo reforço no número de blitzes, abordagens e operações que foram desencadeadas.


A instituição, por sua vez, irá reforçar o contingente das ruas com a suspenção de férias de militares e empenho de efetivo da Academia de Polícia Militar (APM) na operação “Corredor Seguro”. Soldados receberam instrução e nivelamento para as abordagens que pretendem levar segurança às pessoas que certamente irão a eventos pré-carnaval utilizando os ônibus, de hoje até domingo.


De acordo com coronel Winston Coelho Costa, Comandante do Policiamento da Capital (CPC), várias operações foram intensificadas em relação ao transporte coletivo, incluindo o uso de policiamento à paisana e levantamentos do setor de inteligência da corporação, busca de autores e pessoas com intenção de cometer esse tipo de crime, além de abordagem aos postos de combustíveis para que não vendam combustível fracionado.


“A PM já fez 31 prisões e intensificou operações de fiscalização nos coletivos em pontos fixos e móveis nos principais corredores da capital, inclusive fazendo abordagens no interior dos ônibus”, afirmou o comandante do CPC.


Para José Guilherme do Couto, assessor da presidência do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setrabh), a reunião com a PM trouxe mais tranquilidade para o sindicato, porque mesmo sabendo do esforço da corporação, foi importante ter o empenho reafirmado para conter os atos criminosos que custam às empresas cerca de R$350 mil reais a cada ônibus e prejudicam a população usuária.


“A criminalidade violenta atinge o setor de transportes e um ônibus em chama passa uma imagem de violência muito forte para sociedade. O que me preocupa é a impunidade. A PM já nos deu a resposta da prisão de mais de 30 pessoas, e há 18 anos trabalhando nessa área e nunca vi ninguém ser de fato punido. A polícia faz seu trabalho, disso nós temos certeza, mas a sequência dele é que está falhando”, refletiu José Guilherme.


Marcos da Costa Negraes, gerente de operações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), diz que a preocupação com os ônibus queimados é grande pela violência empregada e o trauma que causa nos usuários e nos trabalhadores do transporte púbico.


“Infelizmente em 48h, a maioria das pessoas presas já está de volta às ruas podendo praticar os mesmos atos. Nos locais mais visados dessas queimas de ônibus lamentamos que esteja havendo algumas demoras nos quadros de horários, mas as escoltas de cada ônibus estão sendo feitas, para que os usuários e trabalhadores se desloquem com a certeza de que estão fazendo uma viagem em segurança”, afirma Marcos.


 

Autor: Killzy Lucena - PMMG